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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Pracidelli se emociona com adeus de Marcos e crava: ‘Insubstituível’.


Em 1992, Carlos Pracidelli era um jovem profissional que iniciava sua carreira como preparador de goleiros do Palmeiras. No mesmo ano, Marcos era um garoto de 18 anos que fazia testes no clube e tinha o sonho de ser ídolo. Em uma tarde de julho daquele ano, começou uma amizade que já dura 19 anos, nunca teve uma rusga e sempre foi pautada pela compreensão e carinho. Por isso, o preparador de goleiros teve dificuldades para encontrar palavras e falar sobre a aposentadoria do “Santo”, anunciada nesta quarta-feira.

Pracidelli admitiu ter sentido um vazio nesta quinta, primeiro dia sem o goleiro treinando na Academia de Futebol. Apesar das várias conversas com Marcos no fim do ano passado, a ficha da aposentadoria ainda não caiu. O ídolo fará muita falta ao cotidiano alviverde.

– Ele é insubstituível. É impossível substituir o Marcos pelas suas conquistas e pelo que fez no Palmeiras e na Seleção Brasileira. É mais um que vai ficar para a história. É o melhor goleiro com quem trabalhei, e olha que tive a oportunidade de trabalhar com grandes goleiros, tanto aqui quanto na Seleção e no exterior – ressaltou o preparador.

Pracidelli fala com orgulho da convivência com Marcos. Juntos, ganharam a Copa do Mundo em 2002 com a Seleção Brasileira e a Libertadores de 1999 pelo Verdão, entre outros títulos.

– Não sei se consigo passar o sentimento em palavras, é muito difícil. O primeiro é de tristeza por ver um profissional de grande caráter encerrar a carreira. Mas também tem o inverso. Estou muito feliz por ter contribuído para essa carreira vitoriosa – disse Pracidelli.

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