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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Venda de D'Alessandro deve ser oficializada amanhã e Dátolo seria a reposição

                       Venda de D'Ale deve ser oficializada amanhã e Dátolo seria a reposição Cleiton Thiele,especial/Agência RBS

 Depois de quatro temporadas, cinco títulos e a conquista da Libertadores, D'Alessandro está deixando o Beira-Rio. O milionário Shanghai Shenhua, parceiro estratégico do Inter na aliança mundial e dono de uma torcida estimada em mais de 200 milhões de pessoas, será o seu destino.
A venda do articulador deverá ser oficializada até amanhã. Jesus Dátolo, 27 anos, campeão da Libertadores de 2007 pelo Boca Juniors, sobre o Grêmio, e atual reserva do Espanyol, poderá ser a reposição a D’Alessandro. Os também argentinos Pablo Barrientos, 28, do Catania, e Maxi Moralez, 24, do Atalanta, foram oferecidos. O Inter ainda poderá repatriar Ederson, meia que esteve no Beira-Rio em 2004 e é titular do Lyon.
Por dois anos de contrato, D'Alessandro receberá 10 milhões de euros (R$ 22,5 milhões). A Inter e a Delcir Sonda, donos dos direitos do argentino, foi oferecido pouco mais de 7 milhões de euros (R$ 15,8 milhões). O clube exige pelo menos 10 milhões de euros. O problema é que D'Alessandro receberia grande parte do seu novo salário antes dos primeiros seis meses de vínculo. Ao contrário dos clubes do Leste europeu, os chineses antecipam quase todo o salário do jogador e estipulam uma multa alta, caso ele deseje deixar o clube antes do período contratado, como ocorre com os estrangeiros que vão para a Ucrânia, por exemplo. Por isso, torna-se impossível para os clubes brasileiros a competição com a China. Ao falar sobre D'Alessandro, o vice de futebol Luís Anápio Gomes pareceu definitivo:
— Havendo uma nova proposta que satisfaça ao Inter é muito difícil segurar o atleta. Até para respeitar um atleta que fez história no clube. Estes valores também precisam ser avaliados nessa encruzilhada profissional que o D'Alessandro está.
O presidente Giovanni Luigi apresentou um discurso um pouco diferente, lembrou que o argentino tem contrato até 2015, sugeriu que poderá tentar ampliar o vínculo com D’Alessandro a fim de mantê-lo, como ocorreu com Damião. Mas admitiu as dificuldades para isso.
— O Inter manteve o grupo para a Libertadores e a saída de um jogador do quilate do D’Alessandro traria um prejuízo enorme. O Fluminense teve que se desfazer do Conca (adquirido pelo Guangzhou Evergrande, por um salário mensal de US$ 1 milhão), tamanha a pressão do jogador e os valores envolvidos. Ainda não chegamos a este ponto — disse Luigi.

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