O Internacional já está conformado de que dificilmente conseguirá manter o meia argentino D'Alessandro para a Copa Libertadores da América. O jogador deve se transferir para o Shanghai Shenhua, que fez uma oferta salarial de 10 milhões de euros (cerca de R$ 23 milhões) por dois anos de contrato para o jogador. A primeira proposta enviada para o Inter vender o jogador foi de 7 milhões de euros (R$ 16 mi, aproximadamente).
"Houve uma proposta, e nós não aceitamos porque não queremos vender o jogador. O D'Alessandro é uma peça importante do Inter para a Libertadores, mas não posso garantir a sua permanência. Vamos tentar segurá-lo, mas é muito difícil", disse o presidente colorado Giovanni Luigi.
O que pode dificultar a vida do Inter é que a janela de transferências do futebol chinês acaba no final de fevereiro - diferente da Europa, quando os prazos de negociações se encerram em janeiro. Como o Inter só tem 50% do vínculo econômico de D'Alessandro, ficaria apenas com três milhões e meio de euros - a outra metade do valor vai para o investidor Delcir Sonda, presidente do grupo DIS, que ajudou o Inter a comprar o argentino em 2008.
O jogador teria comentado com os colegas de Inter que uma transferência com estes valores significa a independência financeira. Os dirigentes já estão buscando no mercado um substituto para D'Alessandro, e o meia argentino Dátolo, do Espanyol, é o mais cotado.
O Inter também corre contra o tempo: na segunda-feira o clube precisa enviar para a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) a lista de jogadores inscritos na Libertadores, para o jogo do dia 25 contra o Once Caldas, da Colômbia, pela fase preliminar.
Com a possibilidade de a transferência para o Shanghai Shenhua ser definida até sexta-feira, D'Alessandro, que na terça sofreu uma entorse no tornozelo, está de fora do jogo desta quarta contra o Novo Hamburgo, na abertura do Campeonato Gaúcho.

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