Vice-presidente de marketing do Corinthians, Luís Paulo Rosenberg
reconheceu na manhã deste sábado as semelhanças da disputa pelo comando
do clube com a presidencial ocorrida em 2010 e não teve dúvidas em fazer
um paralelo da atual chefe de estado brasileiro com o candidato da
situação, o qual apoia. Para ele, Mário Gobbi está no papel de Dilma
Rousseff.
"O Mário Gobbi é a nossa Dilma Rousseff. Ele faz parte
do nosso projeto de descentralizar o poder e fazer uma administração
mais democrática, popular no Corinthians", afirmou Rosenberg, já no
clima de boca de urna que cerca o processo de votação, que começou às 9
horas e vai até às 17 horas. Dos 11 mil sócios, apenas três mil devem
votar.
As comparações da situação do pleito alvinegro com o para a
escolha do novo presidente da República começaram via imprensa, que fez
um paralelo com o fato de o delegado Mario Gobbi, de 50 anos e que não
gosta muito dos holofotes, aproveitar-se da popularidade de Andrés
Sanches, que comandava a agremiação até dezembro. Dilma também surfou na
onda de Lula em 2010 e acabou ganhando a disputa com José Serra.
Candidato
da oposição, o empresário Paulo Garcia, de 57 anos, também tem traços
de José Serra. Não conta com o apoio da massa, aposta no ataque ao
candidato da situação, principalmente batendo na ideia de que a atual
gestão abandonou a base. Já no local da votação, disse até que pretende
retomar um plano que, segundo ele, havia no projeto original de fazer
uma cobertura retrátil do estádio do Corinthians que está sendo
construído em Itaquera, na zona leste de São Paulo.
O clima é de
uma eleição mesmo, com direito a muita boca de urna, santinhos, gritos
de apoio dos simpatizantes de ambos os lados. Ex-presidentes do clube,
Marlene Matheus e Alberto Dualib, que apoiam Garcia, também estão no
local.
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