Mais de um mês após entregar a camisa 10 do São Paulo para Jadson, na apresentação oficial do jogador vindo do ucraniano Shakhtar Donetsk, Raí não deixou de confiar no sucesso de seu apadrinhado. O meia não será utilizado pelo técnico Emerson Leão na partida contra o Independente-PA, quarta-feira, pela Copa do Brasil, para aprimorar suas formas física e técnica.
"O Jadson ainda está engrenando, assim como o próprio time do São Paulo, que enfrentou problemas de contusão. A partir do momento em que a equipe estiver mais regular, o rendimento dele crescerá. Existe um período normal de adaptação. Ele é um jogador que ainda tem muito a dar ao São Paulo", apostou Raí.
O ídolo já havia desejado sorte e orientado Jadson sobre o ambiente do São Paulo em janeiro. Como o jogador que custou € 4 milhões e mais 30% dos direitos econômicos do volante Wellington ainda não encantou os torcedores, Raí reforçou: "O meu conselho é que ele acredite no que o São Paulo proporciona aos atletas. O Jadson tem talento e sabe disso. É questão de tempo para que ele se solte, conheça mais os colegas e fique à vontade em meio à estrutura do clube".
Jadson, porém, parece ter sentido o baque por ter que ficar uma semana treinando em São Paulo enquanto o time estreia na Copa do Brasil. No CT da Barra Funda, na segunda-feira, ele ficou cabisbaixo no gramado enquanto conversava com Fernando Leão, auxiliar e sobrinho de Emerson Leão. No caminho para o vestiário, demonstrou chateação, mas sem entrar em polêmica. "Fiquei sabendo pela manhã que não iria viajar. Conversamos e resolvemos que o melhor era ficar por aqui treinando nesta semana", limitou-se a dizer, caminhando rapidamente.
"Não conheço as características dos atletas do São Paulo porque não vivencio o dia a dia do clube, mas obviamente que uma nova liderança é necessária. Não sei se algum deles possa substituir esse lado do Rogério. Seria bom que alguém ficasse com essa responsabilidade enquanto ele se recupera", opinou o padrinho de Jadson.

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