Provocação? Talvez, mas Mingone, jura que não e promete arrumar um patrocinador para pagar os valores absurdos pedidos pelo clube chinês que detém os seus direitos federativos. A saída, segundo o presidente bugrino, seria encontrar um patrocinador para bancar o negócio.
“Não quero botar fogo em nada. Vou fazer de tudo para ter o Cajá conosco. Já falei com o empresário dele – o ex-lateral Claudio Guadagno. E estamos tentando achar um investidor para pagar a maior parte dos salários dele e fecharmos o negócio”, confirmou Mingone, que também jura ter tido um comportamento ético ao só entrar no negócio após a saída oficial da Ponte Preta. O estranho é que isso só ocorreu nesta sexta-feira e parece não ter um tempo suficiente para o contato. Enfim...
Números absurdos
Mas por um meia “apenas razoável” os números envolvidos na transação são astronômicos. Renato Cajá, revelado pela Ferroviária e depois impulsionado por sua passagem na Ponte Preta, em 2008, tem contrato com o Guangzhou até 2014. Seu salário é de R$ 230 mil e sua multa integral seria de US$ 3,5 milhões (algo em torno de R$ 6 milhões de reais).
Brincando ou não, Mingone fala sério quando diz que “as chances de termos o Renato, neste momento, são de 60%”.
Idas e vindas
Renato Cajá se destacou para o cenário nacional vestindo a camisa da Ponte Preta, quando sagrou-se vice-campeão paulista – a Ponte perdeu o título para o Palmeiras. Depois disso, foi negociado com um clube árabe por US$ 2 milhões. Mas tanto a Ponte como Renato levaram um calote do clube árabe, o que os levaram na Justiça Desportiva. O problema é que daí surgiu um litígio entre o jogador, que queria passe livre, e a Ponte Preta, que o queria de volta.
Depois de dois anos de briga jurídica as partes chegaram num acordo e Renato, que passou sem brilho pelo Grêmio, e depois teve altos e baixos no Botafogo-RJ, voltou para a Ponte Preta. Aos poucos, reencontrou sua melhor forma física e técnica. Agora está prestes, de novo, a partir e dar novo adeus.
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